sábado, 22 de setembro de 2012

EVERYBODY LOVES CHRIS



Conheci Na Natureza Selvagem, o livro, muito tempo antes de ver o filme. Engraçado que não dei a mínima na época, acabei tratando mais como um livro-reportagem sobre algum tipo esquisito norte-americano que tentou ser ousado e teve como “recompensa” uma morte solitária em algum lugar ermo.
Mais estranho ainda é só ter dado alguma chance ás aventuras de Chris McCandless quando do lançamento do filme, e ainda assim só quem me levou a ver foi o indivíduo que ocupava a cadeira de diretor: o politizado Sean Penn.
Duas horas depois, catei o livro e devorei numa sentada, só equivalente a própria jornada de autoconhecimento do Supertramp. Porra, tava tudo ali!! A insatisfação, solidão, reflexão e mais alguns “ãos” misturados com o gosto pelos mesmos autores, desde o poeta Walt Withman, passando pelo via
jante solitário Jack London, e o Conde Liev Tolstói, ou Leon Tolstói, ou Leão (hã?) Tolstói.


Revi o filme, reli o livro, redescobri a mim mesmo e fiquei muito tempo me perguntado: é ousadia misturada com uma falta de auto-preservação ou é tudo aquilo que uma hora ou outra a gente quer fazer? Dar um belo e grande foda-se pra tudo e todos, e ainda mais do que esperam que a gente faça, ou diga ou mesmo vista.
Deixo esse texto simples e honesto, acho que Christopher McCandless - ou Alexander Supertramp – ia gostar da franqueza, mais do que da quantidade.
Assim como eu aprendi com ele.

Valeu, Chris!


Nenhum comentário:

Postar um comentário