sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Coisas PTrescas.


Um déjà vu datado e comprovado. A mesma música martelar na cabeça (*tem que pagar pra ver, tem que ver pra crer, quem viver verá, a cara desses caras num museu de cera...) Um pesadelo revivido, ou, melhor seria, “remorrido” (de vergonha, ao menos!). Acordar no mesmo dia em que se dormiu e ter que passar por ele novamente até a hora de ir dormir, e no dia seguinte acordar sem ser o dia seguinte e experimentar os desgostos do dia anterior. Caminhar (caminhar, caminhar, caminhar...numa esteira) sem sair do lugar. Ouvir a mesma música com novos poucos arranjos (**eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades...). A célebre e infantil “volta dos que não foram”. Um hipotético mergulho ao ar livre em queda para a água e que no momento em que se atinge a superfície, a tela inverte-se, e se inicia a partir da água uma queda para o ar livre. O dia em que se liga a TV e é surpreendido com o ***Sarney de novo presidente do país após mais de duas décadas, e ri ao pensar na autopergunta, se aquilo não é um déjà vu, não foi alguma música ouvida que arremeteu a isso, se o despertador tocou e você esta naquela confusão despertadora que confunde o tempo, se não é algum mergulho para dentro dum pesadelo qualquer.  Ás vezes nos proporcionam coisas inacreditavelmente pitorescas.

*Humberto Gessinger.
**Cazuza.
***Partido dos Trabalhadores apud “Período apêndice da ditadura”.

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